24/06/2010

vídeo de protestos - copa da áfrica V

Feitas as ressalvas acima, temos então diversificado material acerca da Copa.

Os textos ‘copa da áfrica II’ e ‘copa da áfrica III’, juntamente com um vídeo, retratam o mais gratificante dos tais acontecimentos ‘extra-campo’ aos quais me referi acima. Foi o episódio da ‘peitada’ de Dunga para cima da poderosa Rede Bobo de Televisão. Mais detalhes no texto que segue junto o vídeo.

Supondo quer tudo não passe de mais uma dessas armações que os mecanismos de dominação aprontam, com esse gesto Dunga se redime de sua cara antipática, de seu futebol isento de arte e criatividade, e até mesmo daquelas vestes bregas que ele usava, ou ainda usa, para promover a sua filha estilista.

Vale reforçar a ênfase que o texto dá a um detalhe: é a primeira vez que um brasileiro de expressão enfrenta publicamente a Rede Bobo.

Mas vale principalmente registrar os desdobramentos do auspicioso do fato: é também a primeira vez que há uma manifestação de massa contra a Rede Bobo, via internet.

Mas essa deliciosamente benvinda movimentação da chamada sociedade civil não é uma fato isolado, ela vem já no rastro de um outra e surpreendente articulação: a campanha, via twitter, que está sendo movida contra o locutor oficial da Rede Bobo, o coitado do Galvão Bueno, o “Cala a boca, Galvão”. Mais detalhes nos googles e nas execráveis vejas da vida.

É, a continuar assim, parece que em breve teremos no ar algo menos sonolento e imbecilizante do que os indefectíveis plim-plim da Rede Bobo de Televisão. É verdade que com um considerável atraso em relação aos hermanos da Venezuela, mas afinal nunca é tarde para começar...
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Já deixando um pouco o aspecto da mídia e do futebol propriamente dito, e embarcando na canoa da questão explicitamente política, há o texto de Pe Alfredinho, ' O gol e o voto', publicado em 14 de junho - no qual Pe Alfredinho aproveita para expor um pouco das vulnerabilidades, limitações, armadilhas e hipocrisias da democracia burguesa ou representaiva.

Abaixo, um vídeo que mostra os protestos dos trabalhadores africanos contra o descumprimento de obrigações trabalhistas por parte da FIFA. Belo fundo musical, a canção sul-africana .

os bafana bafana não são uns bananas

A polícia sul-africana teve que assumir a segurança em quatro dos dez estádios da Copa do Mundo depois que os trabalhadores contratados para a função cruzaram os braços. Eles receberiam cerca de 100 reais por dia de trabalho, mas apenas 40 reais foram pagos após o primeiro dia. O impasse começou no dia 13 ainda no estádio Moses Mabhida Stadium, em Durban, após o jogo entre a Alemanha e a Austrália. Quando os trabalhadores receberam menos da metade do combinado, no estacionamento do estádio, centenas deles se reuniram para protestar e a polícia foi chamada pelos organizadores do evento para reprimir a massa inconformada. Bombas de gás e tiros de bala de borracha foram disparados a esmo pela repressão em direção aos trabalhadores, que responderam com pedras e garrafas.
Vídeo e texto extraidos do blog  rebelião popular
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E na postagem abaixo há uma divertida paródia feita pelo poeta capixaba Marcos Tavares, que aproveitou o clima de Copa do Mundo e elaborou um convite, para um conversa sobre sua obra, em forma de decreto ou portaria.

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