22/04/2012

venezuela, argentina, brasil, colômbia: viva a luta de latinoamérica

Neste mês de abril a luta popular latinoamericana relembra os dez anos da humilhante derrota imposta pelo povo venezuelano aos golpistas que, em abril de 2002, tentaram depor o comandante popular - e presidente legitimamente eleito - Hugo Chávez, tentativa golpista que, ao final, se revelou uma inciativa grotesta e risível - embora com a arrogância e brutalidade sempre).
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E como se fosse um presente, uma celebração dessa vitória não apenas do povo venezuelano, mas de toda a luta popular da latinoamérica, eis que agora a corajosa presidenta Cristina, da Argentina, impõe outra derrota ao capital espoliador, representado dessa feita pela petrolífera espanhola Repsol.
A batalha ainda está se desenrolando, com as costumeiras ameaças de retaliação econômica e política por parte dos países ricos.

Mas, com certeza, serão desmentidos os prognósticos pessimistas e os alertas ameaçadores, feitos por analistas, jornalistas globais não globais, intelectuais e acadêmicos presunçosos e seduzidos pelo capital. Da mesma forma como foram desmentidos os mesmos alertas e prognósticos, feitos pelos mesmos personagens - os mesmos papagaios do capital e d aordem dominate - quando da reestrução da dívida argentina, feito pelo outro Kirchner, o Nestor.
Hoje, esses mesmos papagaios se calam, quando falam daquela moratória, já que têm que engolir o crescimento e a recuperação da Argentina, em função exatamente de sua atitude digna e corajosa ao caminhar na contramão do neoliberalismo, ao promover um enfrentamento solitário contra a arrogância e a desumanidade dos mercados financeiros.
(de novo, os papagaios)
(e para  aluta popular planetária, claro)
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Em várias situações os dois últimos governos peronistas da Argentina fizeram enfrentamentos mais contundentes do que os três governos petistas no Brasil. Iniciaram o processo de democratização da mídia , com a aprovação da Lei de Meios; na área dos direitos humanos, e do resgate da memória nacional, têm feito valer posições mais contundentes de investigação dos crimes dos gorilas da ditadura (1976-1983); e, agora, com o resgate da YPF, mais uma vez enfrentam as adversidades e as poderosas pressões dos países ricos, ao colocar em primeiro lugar a soberania nacional e as necesidades econômicas do país, desafiando os mantras e dogmas do neoliberalismo, questionando a legitimidade de uma privatização que, mesmo que correta em termos de comércio e de direito internacional, não o é em termos de dignidade e de soberania para o povo argentino.

Bem que este terceiro governo do PT poderia ir pelo mesmo caminho e fazer algum enfrentamento mais contundente com as estruturas econômicas do capitalismo. Um bom começo seria rever o fraudulento processo de privatização da VALE DO RIO DOCE – há uns anos atrás, mudaram até o nome, tiraram o RIO DOCE, para apagar da memória nacional suas origens brasileira, e mineira, para fazer esquecer que uma das maiores empresas de mineração do mundo foi construída com os esforços e com a competência do povo de um país da periferia do capitalismo.

E assim também foi construída uma das maiores empresas de petróleo do mundo, a PETROBRÁS. Aliás, todo mundo se lembra de como o governo FHC tentou vender a PETROBRÁS, iniciando o seu processo de desmonte exatamente pela grotesca tentativa de mudança de nome – queriam mudar para PETROBRAX: risível.
E ainda tem gente que - na sua eterna e imbecilizada submissão aos símbolos e valores dos antigos colonizadores - acha que essas usurpações significam modernidade...

De qualquer forma é preciso reconhecer alguns avanços- simbólicos ou concretos – do governo Dilma: já nos primeiros meses de governo, numa demonstração de soberania e de solidariedade com o povo argentino, simplesmente proibiu que aviões da Inglaterra, com destino às Malvinas, pousassem em solo brasileiro. Têm feito esforços , ou ao menos não têm colocado obstáculos, para a implantação da Comissão da Verdade, que irá apurar os crimes da ditadura dos gorilas brasileiros. E, recentemente, têm iniciado um processo de enfrentamento com os grandes bancos, com o objetivo de abaixar os CRIMINOSOS juros cobrados dos trabalhadores. Esse enfrentamento contra essa BANDIDAGEM FINANCEIRA já deveria estar acontecendo desde o governo Lula, mas antes tarde do nunca.

Falta, ainda, o governo Dilma saldar uma outra dívida dos governos petistas para com o país: a democratização dos meios de comunicação, através de um marco regulatório que se arrasta há anos, com os governos petistass paralisados e assustados pelo poder fascista, manipulador e golpista dos grandes grupos de comunicação.
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imagem extraída mensagem
de ano novo das farc, citada abaixo

E já que estamos falando de resgates da soberania na América Latina,  a direita do mundo inteiro mais uma vez decretou o fim do levante do povo colombiano, representado pelo exército popular das FARC, que já resistindo por décadas na Colômbia, como sempre faz, quando um de seus líderes da guerrilha é morto ou capturado, ou quando o exército colombiano, assessorado pelos americanos, ganha uma ou outra batalha contra os insurgentes.

Dessa vez o motivo de celebração foi o recente comunicado das FARC, anunciando que não iria mais realizar sequestros como forma de financimanto de suas atividades de guerrilha. De forma alguma, a mídia reconhece que esse foi mais um dos inúmeros esforços dos insurgentes das FARC, para iniciarem um processo de diálogo e de conversações para por fim aos combates aramdos, mas uma apaz que atenda à dignidade do povo colombiano, uma paz que traga consigo a condição fundamental de uma efetiva e popular democratização das estruturas sociais e econômicas da Colômbia. O que a mídia, os EUA e as froças dominantes da Colômia querem (ou sonham com) é pura e simplesmente uma rendição incondicional dos representantes do levante popular na Colômbia. Nada de discutir mudanças estruturais no país, nada de levar a sérioo projeto político proposto pelas FARC.

Simplesmente desqualificam ou ignoram esse projeto, manipulam deturpam a realidade, impondo à sociedade colombiana e ao mundo a visão de que as FARC são apenas um bando de guerrilheiros que se se aproveitam de uma mensagem política para dominarem áreas da Colômbia junto com os narcotraficantes.

Nesse sentido, é importante conhecer e divulgar qual é de fato o projeto das FARC. O tema da guerrilha do povo colombiano é complexo e tem uma longa história, não pode ser simplificado com receitas fáceis.

Assim, seguem a abaixo alguns textos divulgados há algum tempo, pelo comando do movimento insurgente colombiano. Mesmo que movido por uma legítima resistência ideológica ou ética, ou movido por pura má vontade e doutrinação política, o leitor honesto há de reconhecera a coerência e a seriedade que emana dos textos. Reconhecer que se trata de um movimento comprometido com uma longa história de resistência e de esperança na transformação, mesmo que ao custo de um levante armado. E, assim, ao menos recusar a interpretação difundida e manipulada pela mídia, de que se trata apenas de narcotraficantes travestidos de guerrilheiros, ou de revolucionários retrógrados, perdidos na história.

(mensagem de ano novo)
(para os que se orientam somente pela grande mídia: até  fsp já trata as farc com seriedade)
(por ocasião da morte de um comandante da guerrilha, no final do ano passado)

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