mágicas, gratificantes essas singulares ocasiões em que um povo faz por merecer o seu prêmio, a sua festa.
de nada adiantou o poder do império americano adiar o desfecho. ou tentar empurar goela abaixo do povo egípcio um substituto que continuaria o regime de submissão e espoliação, que tanto serviu ao império dos eua.
a persistência, a lucidez e o ímpeto do povo do egito falaram mais alto. claro, nada indica que se trata de uma verdadeira revolução pelo menos ainda. no máximo, a troca de uma ditadura truculenta, servil e desprezível por uma democracia representativa, com todos as limitações e contradições que a democracia burguesa impõe.
mas foi uma bela e inesquecível demonstração de que o povo, quando chega o momento, decide os rumos da história.
em breve, textos mais detalhados e abrangentes - e infelizmente mais realistas e menos empolgados - acerca dessas marcantes semanas.
mas, por ora, apenas a celebração, a reverência e a partilha da alegria com o povo egípcio.
imagens mostrando as comemorações do povo do egito, no mento da renúncia do patético e lamentável mubarak, quando mais de 14 milhões!!! de pessoas saíram às ruas. a ren[uncia e a fesata conteceram nesta noite de sexta - à tarde, no brasil
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Texto publicado em resistir.info, em 10/02/2011, após o ridículo discurso de Mubarak, pretendendo permwnecer no governo:
A REVOLTA EGÍPCIA CONTINUARÁ
A transição no Egipto desejada por Obama era para um mubarakismo sem Mubarak. Mas o discurso do velho ditador na noite do dia 10 arruinou tais planos. A decisão de Mubarak de não renunciar significa a continuação do mubarakismo com Mubarak. Isso significa que continuará o corajoso movimento popular de massa difuso por todo o Egipto. Significa que a economia do país continuará paralizada com a greve geral que se estende a sectores como o têxtil, siderurgia, gás natural e transportes. Significa até mesmo possíveis dificuldades no tráfego do Canal de Suez.
Após este discurso, os altos escalões das forças armadas egípcias terão de abandonar a sua aparente neutralidade perante o movimento popular. Eles têm duas alternativas: ou removem o velho ditador carcomido ou a ele se submetem. Neste último caso teriam de exercer funções repressoras contra o seu próprio povo.
Não é de excluir a hipótese de um movimento de oficiais intermédios nas forças armadas egípcias, em oposição aos altos escalões. Nasser era apenas um coronel quando tomou o poder.
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Texto publicado em resistir.info, em 11/02/2011, após a renúncia de lastimável Mubarak, um dia após mo seu ridículo discurso:
FOI-SE! A SAPATADA MERECIDA
O dia 11 de Fevereiro é histórico. O povo egípcio, finalmente, deu a sapatada final no ditador ao serviço do império americano e do estado nazi-sionista. A continuação da resistência popular após o discurso de Mubarak na noite do dia 10 foi decisiva. Os altos escalões militares tiveram de intervir. Num golpe palaciano, varreram o ditador.
O novo governo militar deverá devolver as liberdades democráticas roubadas ao povo egípcio e cessar o bloqueio cruel imposto ao povo palestino aprisionado na Faixa de Gaza. Se não o fizer, será a continuação do murabakismo sem Mubarak. A pressão popular deve continuar.
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Em breve, alguns textos acerca da questão egícia e árabe, extraidos de resistir.info. As análises publicadas no site resisitir.info são das mais consistentes e acuradas, mesmo entre as mídias alternativas.
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