15/09/2010

Lula fala grosso com a direita

Nesta semana, em Joinville, Lula voltou a rasgar o verbo contra os representantes da direita raivosa e atrasada. Disse em alto e bom som que está na hora de o povo ‘extirpar o DEM’ da realidade política de nosso país.

Das previsíveis reações da direita, da grande mídia e de seus ‘analistas’, talvez se devesse levar em conta um argumento: aquele que alerta para o perigo de um presidente da república usar a expressaõ extirpar, aniquilar, destruir, em relação a um partido político, que por mais retrógrado que seja, ainda representa as posições políticas de um determinada conjunto da sociedade, ou do povo, se se preferir, supondo que DEM e povo tenham algo em comum.

É certo que isso é perigoso. Afinal, enquanto ainda não transformamos radicalmente a sociedade - de forma que não tenhamos mais espaço para as mal chamadas elites e suas hipócritas representaçãoes políticas - é preciso respeitar todo e qualquer partido político; afinal, abre-se o precedente para pedir a ‘extirpação’ de qualquer outro partido político que, acaso, venha a contrariar as forças políticas eventualmente no poder.

Como não consegui um vídeo mais duradouro e mais abrangente
 do discurso de Lula, sugiro a leitura desta matéria do site expressomt,
para se ter uma melhor idéia do contexto de sua fala.  

Mas, no final das contas, todos entendemos que Lula usou o termo ‘extirpar’ no sentido de acabar, enterrar, superar definitivamente uma certa forma de fazer política, a forma hipócrita, oportunista, obsoleta, a forma própria de pessoas e grupos sociais egoístas e desumanos, que se acostumaram a não ter um enfrentamento sério e organizado contra os seus desmandos, contra a sua desprezível prática patrimonialista, que vê a coisa pública, o Estado, as Leis, apenas como hipócritas instrumentos para melhor exercer o seu domínio sobre aqueles que lhes ficam abaixo social e economicamente, sobre o chamado povo, como se as leis e instituições fossem apenas uma forma de iludir esse mesmo povo, com promessas nunca realizadas de igualdade, liberdade e fraternidade.

Assim, na verdade o que Lula clamou foi pelo fim dessa postura arrogante, presunçosa e ultrapassada: se a oposição quer fazer política, que o faça de forma renovada, de forma lúcida, que reconheça com seriedade e respeito que, de uma década para cá, existem novos atores no cenário político do Brasil.

São aqueles que até há pouco tempo não tinham a chamada dignidade econômica e que, junto com ela, agora praticam a dignidade política. Não aceitam mais ser tuteladas pelas outras forças políticas, não precisam mais se conduzir pelos chamados formadores de opinião, que as ‘elites’ lhes impunham: seus jornalistas, seus artistas, suas primeiras damas e sua madames (nem tão damas e madames assim) à frente de pretensas obras decaridade, seus juízes, seus médicos, seus professores e professoras, suas patroas e patrões domésticos, e por aí vai...

Enfim, ou a oposição de direita aprende a reconhecer e respeitar um novo país, um novo povo, ou ela própria vai cavar a sua ‘extirpação’ pelo povo – a começar agora, pelas eleições de outubro, quando tudo indica que DEM e PSDB levarão uma surra monumental, e não apenas na eleição presidencial.

Um comentário:

  1. apague essa... dilma e sua guerrilha, detonando a liberdade de imprensa, devem realmente ser melhores que serra, aliás, falam de FHC e que me dizem de Palocci e Zé Dirceu e Delubio e Erenice? Cuecas, meias, bolsas sem fundo e sem vergonha!!!! Parabéns Marina por não se posicionar a favor de quem lhe cuspiu na face e não prestigiou sua honra.

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